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Como um bebê, uma mãe e um pai se constroem?

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Como um bebê, uma mãe e um pai se constroem?

Como um bebê, uma mãe e um pai se constroem?(Maria do Carmo Camarotti)
Antes de nascer o bebê já existe no inconsciente materno e paterno enquanto objeto de desejo, inserido ou não nos projetos parentais. Ele é banhado por um discurso que o antecede e que traz marcas de uma história intergeracional e transgeracional, que marcarão seu desenvolvimento e estruturação psíquica.
No período da gestação, o bebê ainda em formação, vai se construindo e recebendo uma roupagem psíquica dos pais que constroem e investem este bebê “imaginário” que é fruto de idealizações e do narcisismo parental. É assim que o bebê, ainda no ventre materno, recebe um nome, e é representado com todas as características físicas e psíquicas de um bebê completo. Este bebê imaginário é portador de sonhos e devaneios maternos, de valores transmitidos de geração em geração. Tudo gira em torno dele; alguns projetos são adiados e outros antecipados.
Durante a gravidez a mulher vive num estado narcísico e fusional em que o bebê é vivido psiquicamente como parte de seu corpo.  O nascimento ocasiona uma separação que é de certo modo traumática para a mãe e para a criança. Se durante a gestação é preciso que a mulher integre o feto à sua imagem corporal; com o nascimento é necessário que o bebê seja integrado como um ser separado dela.
É pela maternagem que o traumatismo da separação corporal é amortecido e o bebê continua a ser gestado psiquicamente pela antecipação criativa e função de continente, a mãe funciona como um organizador psíquico. Todo este processo acontece com a mediação paterna, pois, reivindicando um lugar junto à mulher, o pai mostra a ambos que eles não se completam e não são um.
Como um bebê, uma mãe e um pai se constroem?
A chegada do filho provoca uma modificação na organização psíquica de cada um dos pais individualmente, assim como do casal. O filho participa ativamente na construção da parentalidade dos seus pais. Através de suas respostas e reações, a criança vai gratificar os pais, renarcisando-os e contribuindo no processo de parentalização. Mãe e o pai se sentem reconhecidos quando seu bebê acolhe, responde aos seus afetos e os convoca.

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