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Função parental organização psicomotora

poradmin_niip

Função parental organização psicomotora

Um bom desenvolvimento sensório-motor depende de inúmeros fatores, muitos constitucionais (como tônus muscular) e muitos outros aspectos.
Devemos considerar que o bebê se organiza no espaço, na exploração de brinquedos, na vivência dos desafios em função também da posição do outro cuidador em relação às suas ações e explorações.
Nesta idade se os pais são muito protetores, ajudando demais ou evitando os desafios, o bebê deixará de pensar, planejar os seus atos motores e evitará desafios ou tenderá a chorar para pedir ajuda tão logo encontre dificuldade.
Não se pode esquecer que a motricidade não está desvinculada da cognição como bem demonstrou Piaget ao falar da Inteligência Sensório motora dos 2 primeiros anos de vida.
Se os cuidadores , aos contrario, deixam a criança livre demais sem intermediar com a palavra e a interdição , a criança fica entregue a si mesma numa exploração incessante podendo se desdobrar numa agitação psicomotora sem a devida organização simbólica que deve acompanhar a pesquisa do espaço, dos objetos e das pessoas.
Nesta idade também o bebê precisará se envolver com desafios e esta é uma idade muito trabalhosa para os cuidadores. O bebê ainda não tem bom equilíbrio e corre riscos mas está ávido para descobrir tudo e fazer exploração de sons, texturas, movimentos , peso, volume, trajetos, incluindo experiências de esvaziamento e preenchimento , de encaixe e desencaixe etc. Do ponto de vista motor mais amplo ele quer subir escadas, rampas, entrar embaixo de móveis para pegar objetos, subir em móveis etc.
Estas explorações são uma necessidade da criança e organizam melhor sua motricidade desde que sejam acompanhadas de uma observação atenta e não superprotetora mas também demarcando os limites do possível e do que não é possível. Só assim o bebê poderá ter uma articulação entre sua movimentação e os código sociais além de manter a conexão com os outros que interagem com ele.
Se o bebê desta idade parece “ hiperativo” não atendendo ao chamado, parecendo não entender o “ não” correndo riscos e se machucando muito uma consulta com um especialista deverá ser cogitado. Daniele Wanderley.

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